# https://militanciamaterna.com.br > Maternidade, Feminismo e Infância ## Posts - [As 3 leis do patriarcado para os meninos](https://militanciamaterna.com.br/as-3-leis-do-patriarcado-que-a-educa%c3%a7%c3%a3o-de-meninos-precisa-estilha%c3%a7ar-d41f3bf536d1/): O patriarcado é o sistema social que produz a dominação masculina na sociedade. Dessa forma, há 3 leis do patriarcado para os meninos que eles devem aprender para que cresçam e se tornem os homens que garantirão a manutenção dessa estrutura de poder, que sustenta-se através da exploração sexual e reprodutiva de mulheres. Esses conceitos embora não sejam ditos abertamente, tampouco são ensinados de maneira “sutil”, ao contrário, estão presentes em cada elemento da nossa cultura, nos valores das nossas instituições, nos nossos símbolos, no nosso imaginário social. E por isso é preciso muita atenção tanto para reconhecer quanto para […] - [As 3 leis do patriarcado para as meninas](https://militanciamaterna.com.br/as-3-leis-do-patriarcado-para-mulheres-que-a-educa%c3%a7%c3%a3o-de-meninas-precisa-esmagar-a1b9672a28ad/): Há 3 leis do patriarcado para as meninas que elas devem aprender. Toda sua socialização será conduzida em torno dessas máximas implacáveis que conduzirão toda sua experiência de ser mulher. Vejamos então: homens têm a supremacia e definem quem as mulheres serãoPrimeiro meninas entendem que homens são pessoas e aprendem a perceber-se a partir de tudo aquilo que um homem não é. Então, por exemplo, se o homem é ser o forte, dominante, potente, etc; para mulheres só resta ser o fraco, o dominado, o impotente. Se o masculino é a “luz”, o “dia”, o feminino é a “sombra”, a […] - [Meu filho precisa de bons amigos](https://militanciamaterna.com.br/meu-filho-precisa-de-bons-amigos/): Eu sou feminista, e sou mãe de um menino que hoje tem 8 anos e cresce para meu orgulho e espanto como um produto perfeito das disputas diárias que travo contra o patriarcado na sua socialização. Ele é um menino doce, sensível, engraçado e com poucos amigos possíveis porque eu o ensinei a repudiar a linguagem da violência nas suas relações. É o que percebo que ele vem tentando fazer. E isso já está cobrando um preço. Meu filho não se enturma muito com os outros meninos. E também não encontra lugar junto das meninas. Na escola, a esta altura, […] - [Amamentar, no patriarcado, é um ato subversivo](https://militanciamaterna.com.br/das-subversivas-tetas-7d0e37bb92e/): Na amamentação o seio tem função nutricional, ele é uma fábrica de leite que serve para alimentar um bebê, e, no patriarcado, este talvez seja um dos poucos momentos (senão o único) em que uma mulher consegue dar uma função que não seja sexual a esta parte do seu corpo que é extremamente erotizada. Na relação mãe-bebê que envolve a amamentação nenhum homem está sendo sexualmente beneficiado e portanto, amamentar, no patriarcado, é um ato subversivo E por isso, o ato de amamentar nunca é visto como algo que é: o ato, bastante altruísta, de oferecer a si para alimentar […] - [Como ensinar aos meninos sobre hábitos de higiene?](https://militanciamaterna.com.br/pequeno-manual-de-instru%c3%a7%c3%b5es-para-a-vida-para-meninos-3ce33eae6b28/): Este é um pequeno manual de instruções para vida – para meninos  e homens. E porquê uma manual tão básico se torna necessário, para não dizer imprescindível? Acompanhem comigo. A divisão do trabalho, neste mundo patriarcal, obedece a uma lógica de hierarquia sexual onde todas as tarefas consideradas “produtivas”, “ativas”, são de domínio dos homens, e todas as tarefas da esfera “reprodutiva”, “passiva”, são relegadas às mulheres. Dessa forma, há um número infindável de atividades que são classificadas como sendo “coisas de homem” ou “coisas de mulher”. Como a sociedade é hierarquizada, homens sendo dominantes e mulheres dominadas, tudo aquilo […] - [Precisamos de um pacto contra a violência na criação de meninos](https://militanciamaterna.com.br/precisamos-de-um-pacto-contra-a-viol%c3%aancia-na-cria%c3%a7%c3%a3o-de-meninos-f6e17e65f3c6/): Precisamos de um pacto contra a violência na criação de meninos, criar filhos sob a sombra do patriarcado é uma tarefa brutal. Porque a lógica do patriarcado é a lógica da dominação masculina sobre tudo e todos, e isto tem um preço. Subtraímos a humanidade dos nossos meninos para que eles se tornem homens que possam perpetuar a estrutura de hierarquia que temos estabelecida. Eu sempre me pergunto onde estão os homens bons na sociedade em que vivemos. Mulheres são dominadas, humilhadas e massacradas das formas mais vis e homens são os responsáveis por isso, seja agindo ativamente ou por […] - [Maternidade dá trabalho mas não é um emprego](https://militanciamaterna.com.br/a-maternidade-no-patriarcado-%c3%a9-um-trabalho-do-qual-precisamos-de-demiss%c3%a3o-e-n%c3%a3o-remunera%c3%a7%c3%a3o-acad9232bdb4/): A maternidade no patriarcado é um trabalho do qual precisamos pedir demissão e não remuneração. - [Eu, meu menino e o mundo](https://militanciamaterna.com.br/eu-meu-menino-e-o-mundo-f487457006d1/): Eu sou uma mulher feminista. E sou mãe de um menino. E esta é uma equação muito difícil de equilibrar. Nasceu de mim, está sob meus cuidados e é o dono do meu coração um potencial “opressor”. Como futuro homem, um dia meu filho será convocado a ocupar seu lugar no mundo, um posto cheio de privilégios. E ele será incentivado a preservar essa posição à base de dominação e agressividade. Eu morro de medo que meu filho se torne um produto perfeito e acabado do processo de socialização que está dado para ele pelo mundo. Um “macho escroto”, violento, […] - [Como a educação machista tritura crianças](https://militanciamaterna.com.br/como-a-m%c3%a1quina-dos-estere%c3%b3tipos-de-g%c3%aanero-tritura-crian%c3%a7as-e969e013195d/): Nossa sociedade prega uma educação machista que tritura crianças. Já reparou que quando queremos que alguém seja forte, decidido, corajoso nós dizemos: “seja homem!” e quando queremos insinuar que alguém é fraco, frágil, medroso, vulnerável, dizemos “é uma mulherzinha!”? Que a mulher sempre é representada como uma vítima, como objeto de disputa ou conquista, alguém que precisa ser salva, alguém que causa problemas, enquanto o homem chega e resolve tudo (normalmente com bastante violência?). Que “mulher no volante, perigo constante”, “só podia ser mulher”, “lugar de mulher é em casa com os filhos”, “mulher não nasceu para comandar”, “mulher fala […] - [Nenhuma cesárea é uma escolha](https://militanciamaterna.com.br/ces%c3%a1rea-%c3%a9-uma-cirurgia-e-da%c3%ad-951aebf8d56f/): Nenhuma cesárea é uma escolha. Mesmo a eletiva. Essa cirurgia que se tornou o padrão de via de nascimento em boa parte do mundo é tradicionalmente empurrada como uma “opção segura”, uma “decisão” entre médico e paciente para o melhor bem estar da mãe e do bebê. E sabemos que não é verdade. Mulheres são sistematicamente desmobilizadas e descoladas do ato de parir, como processo cultural mesmo. Sim, bebês sabem nascer e mulheres sabem parir, mas a verdade é que hoje, mulheres perderam completamente a autonomia sobre o processo de culminância das suas gravidezes e são encurraladas num lugar muito […] - [Como lidar com crianças com "inconformidade de gênero"?](https://militanciamaterna.com.br/afinal-existe-ou-n%c3%a3o-brinquedo-de-menino-e-brinquedo-de-menina-c453d8f4203d/): Começando do começo – o gênero Gênero, falando a grossíssimo modo, é um conjunto de ‘regras’ que existem para definir e demarcar qual é a expectativa sobre o comportamento de um grupo que nasce com um determinado sexo. Ou seja, crianças nascem, tem seu sexo identificado e imediatamente começam a ser socializadas para pensar, sentir-se e comportar-se de acordo com as prerrogativas do seu gênero. Ou seja, se nasce do sexo masculino é empurrado para o “clube de formação de homens”, onde aprenderá a ser forte, viril, dominador, agressivo, usar azul, gostar de esportes, carros, etc. Se nasce do sexo feminino, vai para […] - [10 dicas para você ser um pai melhor](https://militanciamaterna.com.br/10-dicas-para-voce-ser-um-pai-melhor/): Muito se fala sobre paternidade ativa, mas pouco sobre o que isso significa realmente, para contribuir nesse debate deixo algumas dicas importantíssimas e não tão óbvias, que com certeza tornarão qualquer homem um pai muito melhor. - [É possível controlar o que crianças assistem?](https://militanciamaterna.com.br/e-possivel-controlar-o-que-criancas-assistem/): Round 6 (Squid Game) é uma série coreana, sucesso absoluto na Netflix, e que conta história de um grupo de pessoas disputando literalmente até a morte uma fortuna em dinheiro. É uma boa série, o enredo é relativamente simples e muito bem contado, e possui classificação de 16 anos. Não é indicada para crianças e nem mesmo adolescentes por possuir cenas explícitas de assassinato, suicídio, tráfico de órgãos e sexo. E no entanto, todas as crianças não param de falar nela, para desespero dos pais. É possível controlar o que crianças assistem? E aí antes de ficarmos preocupados ou indignados, […] - [5 violências que cometemos contra crianças](https://militanciamaterna.com.br/3-coisas-comuns-que-fazemos-que-violam-a-integridade-das-crian%c3%a7as-31b6e1a778cb/): Há 5 violências que cometemos contra crianças, que são comuns. São pequenas coisas que violam a integridade das crianças e muitas vezes nem notamos. No geral, como sociedade, não tratamos crianças como indivíduos. O fato delas serem completamente dependentes dos adultos que as cercam as deixam em uma situação completamente fragilizada e sujeitas a abusos que nem mesmo os seus adultos responsáveis identificam como tal. E os primeiros a cometer pequenos e grandes abusos são, obviamente, os pais. É comum a ideia de que o filho é uma propriedade, uma posse, uma conquista. Quase um objeto. “O filho é meu […] - [Sobre o pai que não estava lá](https://militanciamaterna.com.br/sobre-o-pai-que-n%c3%a3o-estava-l%c3%a1-88b5035aa09c/): Onde há dominação não há como repousar o amor. - [É possível educar crianças para repudiar a homofobia?](https://militanciamaterna.com.br/para-cessar-a-discrimina%c3%a7%c3%a3o-%c3%a9-preciso-combater-a-heterossexualidade-7110d0f9c20c/): Quanto ao meu filho eu espero apenas que ele faça sexo protegido, consciente e consentido. O resto, realmente, não é da minha conta. - [Ser mãe, no país dos absurdos, durante a tempestade](https://militanciamaterna.com.br/ser-m%c3%a3e-no-pa%c3%ads-dos-absurdos-em-tempos-de-tempestade-7e576714fac8/): Talvez nunca tenha sido tão insuportável ser mãe como nessa longa tempestade que atravessamos, nesse país dos absurdos, governado por pessoas tão más. - [A culpa não é da mãe](https://militanciamaterna.com.br/a-culpa-n%c3%a3o-%c3%a9-da-m%c3%a3e-d0ee7588d3c0/): Cada vez que uma criança sucumbe, todos nós falhamos. A culpa é nossa. - [O que é a Lei de Alienação Parental (LAP)?](https://militanciamaterna.com.br/o-que-%c3%a9-a-lei-de-aliena%c3%a7%c3%a3o-parental-fc42578a8757/): Quando a lei se torna uma armadilha para mulheres e crianças - [Os mitos que romantizam a maternidade](https://militanciamaterna.com.br/dos-mitos-sobre-m%c3%a3es-que-romantizam-a-maternidade-726de4baf42b/): Ser mãe é pra descer do paraíso - [De tantas saudades](https://militanciamaterna.com.br/de-tantas-saudades-2e8518ac5538/): Meu filho, você completa seis anos. Seis longos anos se passaram desde que te peguei no colo pela primeira vez e hoje quando te vejo assim, já um menino, meu coração é só saudades. Sim, eu já sinto agora saudades desse garoto divertido e esperto que você é porque descobri que o tempo passa muito rápido. Eu ainda não esqueci teu cheiro de bebê, eu ainda não esqueci teus primeiros passos e agora tudo são saltos e pulos pela casa. Eu ainda não esqueci teus balbucios e agora você matraqueia sem parar. Eu sinto tantas saudades, saudades de tudo. Saudades […] - [5 tipos de exemplos que adultos devem dar às crianças](https://militanciamaterna.com.br/5-coisas-com-as-quais-crian%c3%a7as-precisam-come%c3%a7ar-a-conviver-para-viver-melhor-8f3ce84c2822/): A socialização de crianças ocorre a partir do dizemos para elas mas principalmente a partir daquilo que ela vê, os modelos de comportamento que ela apreende do mundo. Crianças aprendem o que ensinamos e, principalmente, apreendem o mundo a partir daquilo que elas vêem dos seus adultos de referência. Vamos para o mundo imitando esses adultos e com a maturidade é que vamos tendo possibilidade emocional e bagagem crítica para reorganizar esses comportamentos na vida. Por isso os tipos de exemplos que adultos devem dar às crianças podem ser determinantes no futuro: homens realizando trabalho domésticonão adianta apenas dar panelinhas […] - [Crianças não são um problema](https://militanciamaterna.com.br/parem-de-tratar-as-crian%c3%a7as-como-se-elas-fossem-um-problema-a338212094f/): O mundo seria muito diferente se as pessoas parassem de tratar as crianças como um problema. Que todo o discurso que é feito sobre elas, de toda a sociedade, não girasse em torno de uma ideia que não é claramente dita mas sempre muito sutilmente colocada de que elas causam o caos, que são uma perturbação, de que não deveriam estar ali. Vivemos em uma sociedade que pretensamente “ama” todas as crianças e as protege. É o discurso oficial que está bastante longe da realidade. Crianças são um grupo vulnerável tratado como propriedade privada dos seus tutores, sob fiscalização bastante […] - [Pelo direito de criar nossos filhos](https://militanciamaterna.com.br/pelo-direito-de-criar-nossos-filhos-a94280f25744/): Pode não parecer, mas lutamos pelo direito de criar nossos filhos com dignidade. A sociedade é estruturada de forma que cada um de nós seja a engrenagem de uma super-estrutura exploratória que funciona para beneficiar plenamente uma parcela muito específica e diminuta da população, a saber: homens brancos ricos. Logo, se você não é um homem branco rico, certamente está sendo explorado em algum ponto dessa cadeia, seja em função do seu sexo, sua raça, sua classe, ou tudo junto. Nosso bem-estar enquanto indivíduos e enquanto comunidade não é algo que seja uma finalidade na nossa vida da forma como […] - [A pedofilia é um projeto](https://militanciamaterna.com.br/a-pedofilia-%c3%a9-um-projeto-c04c00a639ac/): A pedofilia é um projeto. Ela é definida como qualquer tipo de envolvimento de cunho sexual de adultos com crianças. Há hoje todo um “repudio” social à prática e aqui entram muitas aspas mesmo porque é preciso que, de uma vez por todas, a gente encare esse tema sob a perspectiva adequada: a pedofilia é uma estratégia masculina para garantir e manter seu poder sobre as mulheres. E não é tão difícil de perceber isso. Basta saber para onde olhar. Primeiro, vamos olhar os números, para entender a magnitude do que acontece. Falando de Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde em […] - [Até quando amamentação será um assunto dos homens?](https://militanciamaterna.com.br/at%c3%a9-quando-amamenta%c3%a7%c3%a3o-ser%c3%a1-um-assunto-dos-homens-ba14b1f95586/): Agosto Dourado e voltamos às campanhas e ao debate em torno da amamentação. Debate esse que gira invariavelmente em torno da “conscientização” das mulheres sobre a importância de amamentar seus filhos, e aí entram vários argumentos sobre benefícios de saúde para o bebê e também para a mãe, e também um universo bastante rico de informações no sentido de orientar mulheres para realizar essa tarefa. E isso seria muito bonito se a amamentação na nossa sociedade não fosse um privilegio de classes mais abastadas e também mais do mesmo na lógica patriarcal da exploração do corpo da mulher. Até quando […] - ["Paternidade consciente" é a que luta contra o patriarcado](https://militanciamaterna.com.br/paternidade-consciente-%c3%a9-a-que-luta-contra-o-patriarcaso-1619747ecf5f/): Há por aí todo um discurso de renovação da paternidade, vindo de um movimento capitaneado por homens interessados em serem pais “melhores” para os seus filhos. É a “paternidade ativa”, “paternidade consciente”, “paternidade participativa”. E esse é um discurso muito válido e legítimo, mas vale aqui pontuar algumas coisas importantes para que isso possa ser aproveitado de forma realmente revolucionária nas relações parentais, reverberando em mudanças reais na estrutura familiar e consequentemente na educação das crianças, na vida das mulheres e na sociedade. “Paternidade consciente” é a que luta contra o patriarcado. É muito óbvio que há um lacuna importantíssima […] - [O que é masculinidade?](https://militanciamaterna.com.br/n%c3%a3o-existe-masculinidade-t%c3%b3xica-74d12b85b229/): Não se nasce homem, torna-se. E nesse fazer, aquele menino, um ser dotado de inúmeras potencialidades, é podado, transformado. O que é masculinidade, afinal? E o que consta nos manuais da “Escola Patriarcal de Formação de Homens”? Regras que ditam como ele deve ser (ou demonstrar ser, a qualquer custo), comportar-se, sentir. Instruções tão detalhadas e que são passadas tão cedo e tão sistematicamente que em pouco tempo o comportamento torna-se um padrão a ponto de chegarmos a achar que “meninos são assim”. A ponto de acreditarmos que existe um “energia masculina” ou uma “energia feminina”. Forte, rápido, agressivo, implacável, […] - [Criar crianças antirracistas é garantir que vidas negras importam](https://militanciamaterna.com.br/criar-crian%c3%a7as-antirracistas-%c3%a9-garantir-que-vidas-negras-importam-a508c93083a5/): Criar crianças antirracistas é garantir que vidas negras importam. E para ensinar crianças sobre antirracismo é preciso contar-lhes histórias. Contar sobre como, ao longo de toda a trajetória da nossa civilização, grupos de pessoas — quase sempre brancas — sistematicamente invadiram outros territórios e dominaram os povos ali nativos, os assassinaram, e espoliaram. Precisamos contar como esses grupos foram acumulando riquezas saqueadas e aumentando seu poder de invasão e domínio, sempre privilegiando seus iguais. Uma prática ancestral, imemorial, e definidora quando falamos da formação do que conhecemos como Brasil. Precisamos explicar aos nossos filhos como fomos invadidos por um povo de homens brancos ricos, que […] - [Coisas que meninas devem saber para sobreviver em um mundo de predadores sexuais](https://militanciamaterna.com.br/coisas-que-meninas-devem-saber-para-sobreviver-em-um-mundo-de-predadores-sexuais-7039b1a03bfa/): Há uma série de coisas que meninas devem saber para sobreviver em um mundo de predadores sexuais. Orientar mulheres e meninas para lidar com assédio é mais complexo do que parece porque pouco refletimos sobre como somos socializadas para o jogo amoroso, e sobre como aprendemos a nos colocar sempre em posição de vulnerabilidade no momento da aproximação amorosa, principalmente nas relações heterossexuais. Temos muita dificuldade de perceber como é embaçado esse limite que aprendemos a traçar em relação ao abuso masculino sobre nós, que recai muitas vezes desde a mais tenra infância. Nós mulheres somos criadas com mensagens muito […] - [A sociedade prepara meninas para o abate.](https://militanciamaterna.com.br/a-sociedade-prepara-meninas-para-o-abate-e6df1f3d1f39/): Recentemente circulou um print por aí falando da prática de depilação com cera em meninas púberes. Uma excelente demonstração de como a sociedade prepara meninas para o abate. E aí tem um milhão de críticas possíveis, sobre feminilização, escolha, pressão estética. Sobre como o padrão construído de como uma mulher deve se parecer é opressor e agressivo, MAS eu quero falar de meninas se tornando mulheres nesse mundo que odeia mulheres. Nesse mundo em que mulheres tem uma função muito clara: servir sexualmente aos homens. Antes que comece o choro e o ranger de dentes sobre o debate da “escolha” […] - [Vamos problematizar o Papai Noel?](https://militanciamaterna.com.br/vamos-problematizar-o-papai-noel-9c44a431fa48/): O Natal está chegando. Será que vamos problematizar o Papai Noel? Algumas mães entram em crise existencial se perguntando se devem ou não deixar seus filhos acreditarem no bom velhinho, também conhecido como Papai Noel. O argumento — muito justo — é de que esta é uma tradição inventada para turbinar o consumo, que é uma mentira que contamos para as crianças, que isso pode aumentar aí o número de horas na terapia dos pequenos rebentos, entre outras questões filosóficas, políticas e sociais. Veja bem, gostaria aqui de fazer uma observação sobre esta questão, até porque eu mesma, muito antes de ter filhos obviamente, […] - [Meu menino e o mar](https://militanciamaterna.com.br/meu-menino-e-o-mar-4d32c0a8d372/): Desde bebê seus olhos brilham de encantamento, quando engatinhava pela areia buscando as ondas. Eu seguro sua mão. Pequena. A água chega. Molha meus pés, nossos pés. Ele se joga. É o meu menino e o mar. Ele não tem medo do mar. Segura firme em minhas mãos e deixas as ondas arrebentarem no seu corpo, engole a espuma, o sal, engasga e ri. Eu o amparo com o coração aos pulos mas não há nada a fazer, exceto deixá-lo descobrir. Ele se sustenta, busca o equilíbrio, vai aprendendo o mar. Ele não tem medo mar. As ondam surgem gigantes […] - [Eu amo meu filho e amo ser mãe, o que eu odeio é o patriarcado](https://militanciamaterna.com.br/eu-amo-meu-filho-e-amo-ser-m%c3%a3e-mas-odeio-o-patriarcado-88262b09f123/): Há uma frase inclusive muito famosa que é especialmente reveladora que diz “amo meu filho, mas odeio ser mãe”. Isso não faz nenhum sentido para mim. Eu amo meu filho e amo ser mãe, o que eu odeio é o patriarcado. O que isso significa na realidade a frase “amo meu filho, mas odeio ser mãe”? Porque inclusive essa frase é uma contradição em termos. Você ama seu filho por causa da relação que tem com ele que é a relação de maternagem. Você não ama o bebê da vizinha. Não é um amor universal por todos os bebês do […] - [O dia que o Lias foi embora](https://militanciamaterna.com.br/o-dia-que-lias-foi-embora-aebd69aba4be/): Quando Lias apareceu eu e meu companheiro nos assustamos um pouco. Lias era o amigo imaginário do meu filho. Ele apareceu quando ele tinha uns 3 anos e meio mais ou menos e, bom, talvez por meu filho ter pouca imaginação ou imaginação demais, Lias era a própria mão dele, cuja voz ele fazia, como um ventríloquo. De certa forma era engraçado, era literalmente o famoso “fala com a minha mão”. Meu filho conversava o tempo todo com o Lias, que no caso era a própria mão dele, e ele mesmo respondia com uma voz fina engraçada. E eu cheguei […] - [Está tudo bem se você não ama o seu pai](https://militanciamaterna.com.br/est%c3%a1-tudo-bem-se-voc%c3%aa-n%c3%a3o-ama-o-seu-pai-10beb8c80480/): Olha, está tudo bem se você não ama o seu pai. Não sinta culpa por isso. Você não está só nesse sentimento, na verdade boa parte de nós tem sentimentos confusos sobre essa relação, mas se sente coagido demais pela sociedade para ter coragem de confessar. Nós vivemos no país do abandono paterno, temos mais de 5 milhões de pessoas que sequer o registro do pai possui na certidão de nascimento. Isso fora aqueles que se dignaram a registrar mas não seguraram nem um minuto dessa onda e simplesmente se foram, deixando o filho nos braços de uma mãe perdida, […] - [Não tenha filhos: como se fosse fácil](https://militanciamaterna.com.br/n%c3%a3o-tenha-filhos-fa%c3%a7a-me-rir-6ed10a2483c8/): Circulou por aí um texto do palestrante sobre parentalidade Marcos Piangers, orientando que pessoas que não tem condições de criar filhos adequadamente não deveriam tê-los. Como se fosse fácil. Embora a premissa seja bastante correta, valem aí algumas ponderações bastante importantes que foram deixadas de fora. Bom, em primeiro lugar, é importante destacar que a premissa de que pessoas que não querem se comprometer com a criação de crianças não deveriam ter filhos é tão correta quanto falaciosa. Existe pouquíssima conscientização sobre contracepção, planejamento familiar, os impactos de uma gravidez, e, principalmente, na nossa sociedade a responsabilidade pela contracepção sempre […] - [Todo choro deve ser consolado](https://militanciamaterna.com.br/todo-choro-deve-ser-consolado-1676e5cebd40/): Ora, mas vejam só, agora nós somos uma sociedade moderna que finalmente percebeu que não devemos espancar crianças, que acredita que todo choro deve ser consolado. Agora nós temos métodos mais modernos, arejados, “positivos”, “não violentos”. É o cantinho da calma, é a escuta ativa. Agora vai. Aí corta para a historinha, totalmente real. Estava eu aguardando meu marido e meu filho na saída do banheiro que também era a saída do cinema. Sentado na escada de saída do cinema estava um pai, placidamente, conversando em voz baixa, com toda a calma do mundo com seu filho. O menino era […] - [Como proteger nossos filhos da cultura do estupro?](https://militanciamaterna.com.br/como-proteger-nossos-filhos-da-cultura-do-estupro-343e19662d22/): Como proteger nossos filhos da cultura do estupro? Esta é uma pergunta que assombra toda e qualquer pessoa comprometida com a criação dos filhos. Todo homem é um estuprador em potencial, dizem. Essa frase é incomoda para homens e um choque para muitas mulheres. Principalmente para mães de meninos. Como assim aquele menino tão doce que ela aninha no colo é um potencial estuprador de mulheres? Pois é. Isso não quer dizer que todo homem estupra. Mas quer dizer que qualquer homem poderia estuprar uma mulher. Porque homens estupram. Não tem uma etiqueta na testa com selo de decência para […] - [10 coisas que realmente ninguém diz sobre a maternidade](https://militanciamaterna.com.br/10-coisas-que-realmente-ningu%c3%a9m-diz-sobre-a-maternidade-458baf09b191/): Você notou a quantidade de coisas que realmente ninguém diz sobre a maternidade? Quando ainda não temos filhos ouvimos falar da maternidade sempre de maneira distante, romantizada ou ainda de maneira que nos soa sempre exagerada demais para parecer real. E o fato é que parece que há alguns aspectos que ninguém aborda de verdade, que só vamos descobrir quando nos tornamos mães. Vamos ver alguns agora? 1. Não existe nenhuma maneira 100% segura de evitar gravidez É exatamente isso. Não existe nenhuma maneira completamente efetiva para se evitar uma gravidez. Pílulas, camisinhas, DIU, Diafragma, mesmo vasectomia e laqueadura não oferecem […] - [O que o sucesso da criação com apego revela sobre a sociedade que vivemos](https://militanciamaterna.com.br/o-que-o-sucesso-da-cria%c3%a7%c3%a3o-com-apego-revela-sobre-a-sociedade-que-vivemos-c47ad3b95069/): O que o sucesso da criação com apego revela sobre a sociedade que vivemos? A teoria do apego é uma teoria criada por um psicólogo britânico que reza sobre técnicas para criação de filhos calcada em proximidade física, criação de vínculo e não violência. Ainda que muitíssimo correto, tudo que é dito por essa cartilha deveria ser da alçada do capitão óbvio, e o seu sucesso estrondoso esconde, ou melhor evidencia, algo que não queremos encarar conscientemente: o quanto vivemos em uma sociedade que não se importa com crianças. O quão estranho é uma pessoa ter que ser “ensinada” que ela deve tratar […] - [She-Ra e as Princesas do Poder](https://militanciamaterna.com.br/she-ra-e-as-princesas-do-poder-8e8c02c58f39/): A Netflix lançou recentemente um reboot do popular desenho da She-Ra, e as Princesas do Poder, muito famoso nos anos 80. O desenho é uma agradável surpresa e recomendadíssimo para assistir com crianças já que finalmente apareceu alguma coisa que traz uma mensagem decente sobre o tal empoderamento feminino. A premissa do desenho é a mesma: Adora é uma órfã que foi criada e treinada pela Horda para supostamente lutar para salvar o mundo em que vivia. Após um acidente, se perde na floresta dos Sussurros e é capturada pela princesa Cintilante e pelo Arqueiro, que lutam pelos Rebeldes, que […] - [Dia dos pais sem ter o que comemorar](https://militanciamaterna.com.br/dia-dos-pais-sem-ter-o-que-comemorar-3aa2dbac874f/): Este é um dia dos pais sem ter o que comemorar. Queria dizer a todas as mulheres que criam os seus filhos sozinhas que esse dia não é delas e não deve ser celebrado. Não há nada para comemorar. Uma mulher que cria o seu filho sozinha é uma mulher extremamente sobrecarregada que tenta minimizar as lacunas deixadas pela ausência do genitor, e que efetivamente ela não conseguirá cumprir esse papel de “pai”. Porque ela é a mãe. Uma mãe exausta, uma mãe solitária, uma mãe cheia de perguntas sem resposta. A mãe. O pai que deveria estar lá e […] - [Educar filhos é sobre escolher batalhas e não deixar feridos](https://militanciamaterna.com.br/educar-filhos-%c3%a9-sobre-escolher-batalhas-36699b16159c/): Educar filhos é sobre escolher batalhas e não deixar feridos. A menina devia ter uns 2 ou 3 anos no máximo. Estávamos no meio do saguão da Receita Federal. Ela chorava desconsolada junto ao pai que estava ajoelhado na sua frente e impenetrável exigia que a criança pegasse um objeto que ela tinha atirado para longe num rompante de raiva. A mãe, ao lado, observava impassível a cena. Decerto havia uma lógica naquilo tudo e talvez uma lógica correta dentro daquilo que aqueles pais acreditavam. Era preciso educar a criança, não importa onde, não importa como, não importa quanto tempo […] - [Não existem “coisas de meninos” e “coisas de meninas”](https://militanciamaterna.com.br/n%c3%a3o-existem-coisas-de-meninos-e-coisas-de-meninas-mas-existe-coisa-de-adultos-e-coisa-de-f1606591e5dd/): Acho que uma das partes mais complicadas de se criar filhos hoje em dia é conseguir passar os valores de que não existem “coisas de meninos” e “coisas de meninas”. Uma vez me perguntaram se eu deixaria meu filho sair com vestidos, unhas pintadas e coisas que são atribuídas às meninas. Eu fui bastante honesta na resposta: que dependeria. Se ele estivesse indo para algum lugar onde suas roupas fora do padrão de gênero não fossem causar grandes transtornos a ele, deixaria sim. Mas se fosse algum lugar onde ele pudesse ser fortemente rechaçado ou rejeitado, talvez eu não o […] - [Como meu filho aprendeu que era um menino](https://militanciamaterna.com.br/como-meu-filho-aprendeu-que-era-um-menino-41a51658ef1f/): Sempre me perguntam como eu ensino meu filho sobre gênero. Uma boa resposta é a história sobre como meu filho aprendeu que era um menino. É muito fácil constatar que ensinamentos sobre estereótipos de gênero são absolutamente desnecessários para crianças. Até os 3 anos meu filho não sabia “oficialmente” que era um menino. Nunca tinha surgido uma oportunidade ou a necessidade que eu lhe desse essa informação. Vamos pensar um pouco: que diferença faz para uma criança, principalmente uma muito jovem, se ela é menino ou menina? Uma vez, ele tinha cerca de dois anos e estava vendo um desenho […] - [20 coisas fundamentais para se dizer a meninas](https://militanciamaterna.com.br/20-coisas-fundamentais-para-se-dizer-a-meninas-1a4ab10cd280/): Há coisas fundamentais para se dizer a meninas durante sua socialização que certamente farão muita diferença sobre a maneira como elas irão para um mundo patriarcal que espera delas uma postura de subalternidade e submissão aos homens. Vamos ver? 1. Não existem “coisas de menina” e “coisas de menino” Você sabia que antigamente azul é que era uma cor de menina? E que o rosa é que era uma cor de menino? Cores são apenas cores. Adultos é que inventam classificações arbitrárias que de repente mudam. Você tem o direito de escolher o que gosta e o que não gosta, entre […] - [O que é maternidade compulsória?](https://militanciamaterna.com.br/desenhando-a-maternidade-compuls%c3%b3ria-a8c95e486d5b/): Você sabe o que é maternidade compulsória? Você consegue separar, no seu imaginário sobre maternidade, o que é uma necessidade sua e o que é socialização, pressão social, necessidade de adequar-se? Difícil, não é? A ideia de que somos completas apenas se parirmos, que a maternidade é sagrada, que a mulher é cuidadora, que bebês são criaturas angelicais entre outros é uma coisa tão enraizada que dificilmente conseguimos discernir quais são nossos desejos legítimos em relação a maternidade e o que é uma projeção social sobre como nós deveríamos nos sentir. E esse fenômeno, que acontece com absolutamente todas, tem […] - [20 coisas que você deve começar a dizer ao seu menino](https://militanciamaterna.com.br/20-coisas-que-voc%c3%aa-deve-come%c3%a7ar-a-dizer-para-o-seu-menino-11030590f3d2/): Há algumas coisas que você deve começar a dizer ao seu menino durante sua socialização que certamente farão muita diferença sobre a maneira como eles irão para um mundo patriarcal que espera delas uma postura de dominação e violência contra mulheres. Vamos ver? 1. Não existem “coisas de meninos” e “coisas de meninas” Você sabia que antigamente rosa era uma cor de menino e que o azul é que era uma cor de menina? Cores são apenas cores. Adultos é que inventam classificações arbitrárias que de repente mudam. Você tem o direito de escolher o que gosta e o que não gosta, entre […] - [Do risco de se perder dos filhos quando a adolescência chega](https://militanciamaterna.com.br/do-risco-de-se-perder-dos-filhos-quando-a-adolesc%c3%aancia-chega-c6bec19e039f/): Há sempre o risco de se perder dos filhos quando a adolescência chega. Este é um período extremamente delicado para toda a família. Para o adolescente, que está passando por uma série transformações físicas, emocionais e sociais, para os pais que têm aprender como desenvolver um relacionamento com uma pessoa completamente diferente daquela criança que estavam acostumados a lidar. Fatalmente nessa fase, é comum acontecer algum afastamento entre pais e filhos. Os jovens se isolam porque querem autonomia, querem se desgarrar do sentimento de dependência dos pais e projetar uma imagem de auto-suficiência. Ou sentem-se incompreendidos. Ou simplesmente querem ficar […] - [A paternidade é facultativa](https://militanciamaterna.com.br/da-paternidade-facultativa-b7739eb1efc1/): Vivemos em uma sociedade onde a paternidade é facultativa e a maternidade é compulsória. Mulheres aprendem que a maternidade é um destino, uma função que devem cumprir para serem completas. Desde o seu nascimento recebem todo um treinamento que a encaminham para a culminância da sua vida que, segundo lhe dizem, acontece quando ela engravida e se torna mãe. Homens, por outro lado, aprendem muito claramente que paternidade é uma atividade facultativa, que podem ou não exercer sem muitos constrangimentos sociais. O menino nasce e desde já tudo a sua volta gira em torno de ensiná-lo sobre transitar no mundo […] - [De um corpo que é só seu](https://militanciamaterna.com.br/de-um-corpo-que-%c3%a9-s%c3%b3-seu-df39d47aa17c/): Nenhuma mulher tem um corpo que é só seu. Quando nascemos mulher a demarcação do nosso corpo como um objeto de beleza e apreciação (não admiração) é uma coisa completamente naturalizada. A partir do momento em que o médico informa nosso sexo feminino aos nossos pais, todo um arsenal começa a ser providenciado para que nos apresentemos à sociedade sempre bela e recatada. “Sexy sem ser vulgar”. Quando somos recém-nascidas, nossas orelhas são perfuradas, a despeito da dor, do desconforto, da nossa incapacidade de expressar consentimento, porque precisamos rapidamente informar ao mundo que somos meninas. Nos anos seguintes os demais marcadores estéticos vão […] - [20 dicas importantes sobre amamentação](https://militanciamaterna.com.br/guia-pr%c3%a1tico-de-amamenta%c3%a7%c3%a3o-de32adf9dfea/): Dicas importantes sobre amamentação, reunidas especialmente para você, com um compilado do principal que você precisa saber. 1. O leite não desce imediatamente O primeiro líquido que vai sair do seu peito (e que já pode estar saindo desde o final da gravidez), na verdade se chama COLOSTRO. Ele é um líquido rico em anticorpos e leucócitos, vitamina A, que protege contra infecções e alergias, previne doenças oculares, entre muitos outros benefícios. O colostro também é laxante e ajuda o bebê a expulsar o mecônio e a prevenir icterícia. É importantíssimo pro sistema imunológico do recém-nascido e funciona como sua […] - [Dos limites do tal limite](https://militanciamaterna.com.br/dos-limites-do-tal-limite-aca547a3f549/): Precisamos falar dos limites do tal limite pelo qual adultos são tão obcecados em impor. Para crianças especialmente. “Tem que ter educação”, “tem que obedecer”, “tem que saber que lidar com o não”. Crianças têm que atender expectativas que nem mesmo adultos conseguem corresponder. Eu quero muito conhecer onde estão essas pessoas que sabem ouvir “não” com tanta resiliência. Que respeitam os limites. Todos. Os impostos pela sociedade, pelo Estado, pelo próprio corpo. Que suportam suas perdas com resignação, sem fazer birra. Mesmo que a birra não seja mais espernear no chão aos prantos. Quero conhecer essas adultos que não […] - [Crianças são pessoas](https://militanciamaterna.com.br/crian%c3%a7as-s%c3%a3o-pessoas-2c12fcdf1799/): Você já parou para pensar que crianças são pessoas? Sei que essa pergunta parece meio despropositada mas nós costumamos pensar, agir e tratar crianças como se fossem uma categoria a parte, uma outra espécie situada mais ou menos entre humanos e animais. Não tão racionais quanto humanos, não tão irracionais quanto animais. E talvez muito mais próximo dos animais que dos humanos. Não tratamos crianças como pessoas. Inclusive existe amplamente disseminada a ideia de “treinar” um bebê nas suas diversas habilidades (dormir, comer, usar o banheiro), usando técnicas que partem do mesmo princípio do adestramento de cães. Além de “ensinar” […] - [O amor em tempos de cólica](https://militanciamaterna.com.br/do-amor-em-tempos-de-c%c3%b3lica-5c3077ae49e2/): Quando um bebê nasce começa o primeiro grande teste de qualquer relacionamento amoroso. Começa o amor em tempos de cólica. Filhos trazem muitas coisas para a relação e também retiram muitas coisas. É ilusão acreditar que nada vai mudar. A expectativa fantasiosa da família margarina cultivada durante a gestação muitas vezes dá lugar a profundas crises profundamente calcadas na maneira como homens e mulheres são socializados para lidar com família, filhos e relacionamento. Homens aprendem que tudo na relação é sobre eles e que a mulher existe para gravitar em torno de suas necessidades. Mulheres aprendem que devem satisfazer a […] - [Essa vida não foi feita pra dar certo](https://militanciamaterna.com.br/essa-vida-n%c3%a3o-foi-feita-pra-dar-certo-fbd8aed56f4d/): Uma escola no Rio Grande do Sul promoveu uma festa para seus alunos adolescentes com o tema “E se nada der certo”. Mergulhados na proposta, os jovens compareceram fantasiados de profissionais da área operacional e serviços, como faxineiro, atendente, mecânico, e outros, comprovando que realmente essa vida não foi feita pra dar certo. A tônica da crítica em torno desse acontecimento, girou, acertadamente, sobre como esta situação é um reflexo da mentalidade elitista da nossa sociedade que divide as pessoas (e suas vidas) de acordo com os símbolos de status que conseguem adquirir pra si, tendo como divisor de águas […] - [Da mãe que queremos ser](https://militanciamaterna.com.br/da-m%c3%a3e-que-podemos-ser-30b165adec05/): Existe uma distância – considerável – da mãe que queremos ser para a mãe que conseguimos ser. E talvez por isso, toda mulher-mãe em algum momento (ou quase sempre) já se sentiu incompetente enquanto mãe. Perceba o peso dessa palavra: “incompetência”. Não ter competência de. Não ser capaz de. Toda mãe em algum momento (ou quase sempre) já se sentiu incapaz. Será que estamos olhando pro que fazemos ou pro que acreditamos que deveríamos ser feito? E aquilo que acreditamos que deveria ser feito, porque a mídia disse, a família disse, o blog disse. É possível? É realmente possível ser […] - [Devo ter filhos?](https://militanciamaterna.com.br/da-parte-boa-de-ser-m%c3%a3e-c3e4e607feba/): Muitas mulheres me perguntam: “devo ter filhos”, “qual a parte boa de ser mãe?”. E eu confesso que são das perguntas mais difíceis que me surgem porque a maternidade enquanto função social em um mundo onde mulheres tem sua capacidade reprodutiva completamente explorada é um massacre. Mas eu estaria mentindo se dissesse que não há nada bom ou não há felicidade possível, levando em conta a experiência individual e subjetiva das mulheres. Para aquelas que conseguiram estar em um ponto de suas vidas que avaliam conscientemente a opção de ter filhos, o que fazer? Não sei. Mas sei que há […] - [A maternidade e a dança da solidão](https://militanciamaterna.com.br/dan%c3%a7o-eu-dan%c3%a7a-voc%c3%aa-na-dan%c3%a7a-da-solid%c3%a3o-ae5a4fbeeeb3/): Exercer a maternidade é dançar uma estranha dança da solidão. Como é possível sentir tão só em um momento da vida que é quase que literalmente todo preenchido pela presença dos filhos é possível? Conversando com outras mulheres, é possível notar como o maternar pode ser desalentador e opressivo. Quase nenhuma mulher, atualmente, está preparada de verdade para o que significa a maternidade. Não há literatura, filmes, novelas, séries, publicidade, escola, família… nada que de fato faça entender o que a espera, em termos físicos, emocionais, sociais, psicológicos. Antes, a maternidade é apresentada como um privilégio, como bênção, como um […] - [Do profundo desamparo da maternidade](https://militanciamaterna.com.br/do-profundo-desamparo-da-maternidade-57cd5abf1ecc/): Basta que uma mulher torne-se mãe para descobrir que não há com quem contar e conhecer o profundo desamparo da maternidade. Nenhuma mulher é preparada para as implicações da maternidade. E nenhuma mulher consegue cuidar de uma criança sozinha, sem nenhum tipo de apoio. Se tornar mãe é, em instância primeira, perder a autonomia. Um outro ser humano passa a depender de você num nível de simbiose tal que te impede de qualquer outro tipo de performance plena. E é quando se perde esta autonomia e percebe-se a necessidade de uma rede de amparo, que nos damos conta que ela […] ## Pages - [https://cursos.militanciamaterna.com.br/clube-militancia-maternahttps://cursos.militanciamaterna.com.br/clube-militancia-materna](https://militanciamaterna.com.br/https-cursos-militanciamaterna-com-br-clube-militancia-maternahttps-cursos-militanciamaterna-com-br-clube-militancia-materna/) - [Parcerias e colaborações](https://militanciamaterna.com.br/parcerias-e-colaboracoes/): Participação em podcasts - [Política de privacidade](https://militanciamaterna.com.br/politica-de-privacidade/): Introdução A privacidade dos visitantes do nosso site é muito importante para nós, e estamos comprometidos em protegê-la. Esta política explica o que faremos com suas informações pessoais. Créditos Este documento foi criado usando um modelo da SEQ Legal (seqlegal.com) modificado pelo Website Planet (www.websiteplanet.com) Coleta de informações pessoais Os seguintes tipos de informações pessoais podem ser coletados, armazenados e usados: informações sobre o seu computador, incluindo seu endereço IP, localização geográfica, tipo e versão do navegador e sistema operacional; informações sobre suas visitas e uso deste site, incluindo fonte de referência, duração da visita, visualizações de página e caminhos […] - [Sobre](https://militanciamaterna.com.br/sobre/): Quem faz o militância materna? Sou Cila Santos, 42 anos, comunicadora, do Rio de Janeiro. Sou escritora, mãe do Davi e feminista.  Fui escritora antes de me tornar mãe, e fui mãe antes de me tornar feminista. Foi a maternidade me trouxe até aqui, hoje, escrevendo sempre, escrevendo tanto, sob uma perspectiva mais libertadora de criar nossos filhos. Foi só a partir da intensa transformação percebida com minha condição de “mãe” que pude perceber e entender o que é ser “mulher”, e me debruçar sobre os escritos de teoria feminista de tantas mulheres maravilhosas que me antecederam. É o meu jeito de tentar deixar […] - [Militância Materna - Maternidade, Infância e Feminismo](https://militanciamaterna.com.br/home/): Últimas Nenhuma cesárea é uma escolha Como lidar com crianças com “inconformidade de gênero”? É possível controlar o que crianças assistem? 5 violências que cometemos contra crianças Nossas palavras não mudarão a realidade Sobre o pai que não estava lá Maternidade dá trabalho mas não é um emprego É possível educar crianças para repudiar a homofobia? Ser mãe, no país dos absurdos, durante a tempestade A culpa não é da mãe Nenhuma cesárea é uma escolha Ser mãe Nenhuma cesárea é uma escolha 11/02/2023 1298 MATERNIDADE Nenhuma cesárea é uma escolha Nenhuma cesárea é uma escolha 11/02/2023 1298 Leia mais Maternidade dá […] [comment]: # (Generated by Hostinger Tools Plugin)