
Eu sou Cila Santos, a criadora do projeto Militância Materna. Em 2014 nasceu meu filho Davi. O que eu não sabia, naquele momento, é que também estava nascendo ali a minha versão mãe: uma mulher um tanto perdida, mas muito empenhada em entender o que acontecia com ela, com o bebê que tinha nos braços e, principalmente, com o mundo que se mostrava completamente diferente e um tanto hostil.
Puérpera, foi no universo online que encontrei minha primeira rede de apoio de mulheres. Em grupos de maternidade do Facebook, encontrei amigas que até hoje caminham comigo de mãos dadas — sendo as melhores amigas que uma mulher que cria seus filhos pode querer.
E foi na rede, em fevereiro de 2017, que surgiu a ideia da criação do Militância Materna. Junto com outras mães, começamos como um blog coletivo no Medium e uma página no Facebook. Pouco depois, o projeto passou a ser conduzido somente por mim e ganhou site, Instagram, cursos e podcast.
Ter criado o Militância Materna me levou por caminhos que eu nunca poderia ter imaginado. Conheci muitas mulheres maravilhosas, feministas, que me apresentaram uma perspectiva de mundo revolucionária e transformaram minha maneira de pensar e estar no mundo. Nesse processo, criei o projeto colaborativo da Revista QG Feminista, co-organizei o Fórum Nacional Mulher e Infância e, mais tarde, essa experiência me impulsionou a criar meus próprios cursos, quando percebi que também queria ensinar e organizar o conhecimento que vinha construindo.
Assim, o que começou, despretensioso, como um lugar para mulheres refletirem sobre suas experiências com a maternidade foi, aos poucos, se tornando algo muito mais amplo. As questões da maternidade e da infância me levaram a investigar a socialização, as relações entre mulheres e homens e, de forma cada vez mais abrangente, a própria condição das mulheres. A teoria feminista passou a ocupar um lugar central na minha produção.
Hoje, meu trabalho amadureceu. Ele é maior que a “militância materna”. Minha pesquisa e minha escrita ganharam outras referências, outras perguntas e outra forma de abordar esses temas.
Por isso, estou migrando minha produção atual para a plataforma de newsletters Substack, onde reúno minha produção e publico textos mais reflexivos e aprofundados sobre todos esses temas que atravessaram e ainda atravessam meu trabalho: mulheres, maternidade, infância e feminismo.
O site do Militância Materna permanece aqui como um memorial dessa primeira parte da minha trajetória: um registro dos textos, projetos e ideias que fizeram parte desse caminho.
Para acompanhar o que estou produzindo hoje, você pode me encontrar no Substack e no Instagram.
O arquivo fica aqui.
O trabalho continua em outro lugar.
Cila ❤️